quinta-feira, 10 de julho de 2008

Caso encerrado (ou Será o começo de tudo?)


Percebi que já não faz sentido.
Não faz sentido lutar por algo que nunca existiu.
Não faz sentido continuar com esta ilusão.
Não faz sentido ter esperança que um dia tudo será diferente.
Hoje senti que tudo perdeu o sentido.
*****

Estou triste, é certo, mais uma vez sentia-me sozinha e acabei por criar uma ilusão, da qual foi surgindo bastante expectativa de que desta vez seria diferente. Não foi! Mesmo acompanhada continuo a sentir-me sozinha. Continuo sozinha...
Acho que se continuar a agir assim continuarei só. No entanto, não estou disposta a mudar a minha maneira de ser. Sou assim. Simplesmente é impossível não dizer aquilo que sinto. Estou escondida num bloco de gelo, que ninguém consegue derreter, apesar de no interior desse bloco eu amar tanto de uma forma tão incompreensível que eu própria desconheço ou entendo.

Sinto-me triste por achar que fracassei, aliás, sinto-me fraca. Não consegui ultrapassar a barreira que tinha me proposto a quebrar. Fui covarde por não conseguir demonstrar o mais íntimo de mim, e com muita pena minha, acho que vou continuar a ser assim. Ontem tive muita certeza de tudo o que estou aqui escrevendo. Hoje me descobri de uma forma bem real, que tudo o que escrevo é a mais pura verdade. Por tudo isto, acho que a hipótese de alguma vez vir a ser amada pela pessoa que amo está bem distante da minha realidade.
No que diz respeito a este momento e a tudo que se passou nos últimos meses, acho que, mais uma vez, não faz sentido continuar insistindo... Embora sinta que, como diria a canção que conhecemos tão bem, ‘...O QUE SINTO NÃO MUDARÁ...’. Para quê me expor agora, mais? Já que sei que não irá mudar em nada e que poderá até piorar. Não quero isso! Por vezes, basta alguns gestos para não serem necessárias palavras. Dou um exemplo do qual já falei - o silêncio - pode ser bem cruel e ao mesmo tempo revelador.
Thalita Marinho

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